Em seu discurso de saudação na abertura da Jornada Mundial da
Juventude (JMJ) no Palácio Guanabara, sede do Governo do Rio, a
presidente Dilma Rousseff destacou os projetos sociais do seu governo e
pediu que o Papa Francisco se aliasse na luta contra a desigualdade. "A
participação de Vossa Santidade agregaria mais condições para criar uma
ampla aliança global contra a fome e a pobreza, uma aliança de
solidariedade", afirmou.
Na abertura de sua fala, Dilma se dirigiu
ao Papa como Vossa Santidade, mas não fez referência pessoal a nenhuma
das autoridades presentes, dos poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário, como é de costume em solenidades oficiais. Vale destacar que
recentemente a relação entre os poderes ficou estremecida, com
interferências mútuas. O fato de Dilma não se referir ao chefe do
Judiciário, Joaquim Barbosa, e aos presidentes da Câmara e do Senado,
Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros, levanta questionamentos, a não
ser que tal procedimento se justifique pelo fato de a solenidade não
estar sendo feita a um Chefe de Estado.
A presidente também
destacou o papel do Governo do Estado e da Prefeitura na realização da
JMJ, mas não citou o papel de Dom Eugênio Sales, que iniciou o processo
da vinda da Jornada para o Rio de Janeiro quando fez a solicitação em
carta ao então Papa Bento XVI, que respondeu que não poderia negar um
pedido seu.
Fonte:JB
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