Segundo reportagem do jornal, assinada por Thaís Nunes, a ordem foi motivada por uma carta de dois moradores; um deles foi vítima de roubo e descreveu os criminosos daquela maneira. A ordem é agir, caso os policiais vejam grupos de três a cinco pessoas, com idades de 18 a 25 anos. Em nota de esclarecimento, publicada na íntegra pelo Diário de S. Paulo, o Comando da PM “lamenta que um grupo historicamente discriminado pela sociedade (...) seja usado para fazer sensacionalismo”. A corporação também elucida que a ordem atende aos pedidos feitos pela comunidade local e afirma que esta situação foi explorada de forma “irresponsável e fora de contextualização”.
A matéria cita que o diretor presidente da ONG Educafro, frei David Santos, pretendia pedir esclarecimentos sobre o caso para o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e para o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella. O jornalista da Carta Capital, Marcelo Pellegrini, conversou com o franciscano, que se disse assustado ao constatar a existência de “casos de racismo dentro da polícia”.
O portal da Carta Capital reproduz a íntegra do documento assinado pelo frei e enviado às autoridades. Ele quer saber se a orientação também é dada a outros comandos e batalhões da PM. O franciscano se apega à Lei da Transparência ao pedir a divulgação dos dados étnicos das vítimas de abordagens policiais registradas como “resistência seguida de morte”. Por sua vez, o secretário-adjunto de Segurança Pública, Antonio Carlos Ponte, comprometeu-se a disponibilizar as informações até o dia 15 de fevereiro.
Em Campinas (SP), policiais foram orientados a abordar "negros e pardos"
(Imagem: Reprodução/Associação Cantareira)
(Imagem: Reprodução/Associação Cantareira)
Fonte:UOL
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