O governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, encaminhou para
apreciação da Assembleia Legislativa do Estado projeto de lei que dispõe
sobre a criação, composição, e competências do Conselho Estadual de
Promoção da Igualdade Racial (Conepir). O ato está publicado na edição
desta sexta-feira (30) do Diário Oficial do Estado de Alagoas.
Na mensagem enviada à Assembleia, o Governo justifica que a proposição
visa atender aos legítimos anseios da população negra, das comunidades
quilombolas, dos povos indígenas e outros segmentos étnicos e sociais
vítimas da discriminação, acrescentando em âmbito estadual políticas de
promoção da igualdade racial, com o objetivo de combater o racismo e o
preconceito.
“O Conselho cuidará da ampliação do processo de controle social,
objetivando melhorias no aspecto econômico e financeiro, educacional,
histórico-cultural, social e político, metas imperativas da política
estadual de promoção da igualdade racial. Ressalta-se, por oportuno, que
com o acolhimento por essa Casa Legislativa deste Projeto de Lei, o
Estado de Alagoas atenderá ao que preconiza o Sistema Nacional de
Promoção da Igualdade Racial, instituído pela Lei nº 12.288, de 20 de
julho de 2010”, cita o projeto.
De acordo com o Projeto de Lei, a criação do Conepir - órgão colegiado
paritário, de caráter deliberativo e integrante da estrutura básica da
Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos - terá a
finalidade de propor, em âmbito estadual, políticas de promoção da
igualdade racial com ênfase na população negra, das comunidades
quilombolas, comunidades indígenas, das religiões de matriz africana e
outros segmentos étnicos da população alagoana.
O Conselho se incumbirá ainda de combater o racismo, o preconceito e a
discriminação racial e de reduzir as desigualdades raciais, inclusive no
aspecto econômico e financeiro, educacional, histórico cultural, social
e político, ampliando o processo de participação social sobre as
referidas políticas.
O Conselho será composto por 22 membros titulares e respectivos
suplentes, que demonstrem comprometimento e/ou sensibilidade com a
defesa ao racismo e igualdade racial, nomeados pelo governador do
Estado. O presidente, o vice-presidente e o secretário serão escolhidos
pelo voto da maioria absoluta dos membros do Conselho, na primeira
sessão que se seguir à posse e seus nomes encaminhados ao governador,
para fins de nomeação.
Para o superintendente de Direitos Humanos, Geraldo Majella, a criação
do conselho é um passo importante para a construção de políticas
afirmativas de combate ao racismo em todas suas dimensões. “Seja ela
institucional ou racismo oriundo de qualquer cidadão”, frisou. Ele
lembra que os movimentos sociais e os pesquisados terão no Conselho um
espaço de compartilhamento e um instrumento de combate ao racismo.
Fonte:Cadaminuto
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