domingo, 28 de outubro de 2012

Haddad supera Serra e é eleito prefeito em São Paulo




A conquista da prefeitura paulistana representa uma vitória pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que bancou a candidatura de Haddad, e, mesmo entrando tardiamente na campanha por conta da recuperação de um câncer na laringe, ajudou o ex-ministro da Educação a sair de patamares de 3% nas primeiras pesquisas de intenção de voto e chegar à reta final da disputa na liderança.

A vitória de Haddad acontece em um momento complicado para o PT, já que ex-integrantes da cúpula do partido foram condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento no mensalão, maior escândalo político do governo Lula (2003-2010).


 No comando administrativo da principal capital do Brasil, os petistas tentarão pavimentar o caminho para a conquista inédita do governo do Estado em 2014.

Além do apoio de Lula, Haddad contou com a popularidade da presidente Dilma Rousseff, que teve papel decisivo na campanha, participando de comícios e sendo personagem frequente do horário eleitoral gratuito.

Do lado do adversário, a derrota de Serra pode representar o fim da carreira política do tucano que, aos 70 anos, disputou sua quinta eleição consecutiva. Foi derrotado nas duas últimas --na deste ano, para Haddad, e na presidencial de 2010, quando foi superado por Dilma no segundo turno. Serra contava com o apoio do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), e do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB).


  Promessas

Os programas de Haddad, de fato, abusaram da tecnologia, como quando apresentou em 3D o seu projeto intitulado “Arco do Futuro” --uma das principais bandeiras do programa de governo petista, cuja proposta é acabar com os bairros-dormitório e com os congestionamentos no trânsito por meio de incentivos para empresas que se instalarem no entorno do arco formado pela avenida Cupecê e pelas marginais Tietê e Pinheiros, até a avenida Jacu-Pêssego.

Outra bandeira da campanha de Haddad é a criação do Bilhete Único Mensal: a partir do pagamento de R$ 140 por mês (ou R$ 70, no caso de estudantes), o usuário poderá fazer viagens de ônibus ilimitadas. De acordo com o petista, a implantação da proposta custará R$ 400 milhões por ano à prefeitura.


  Desafios

Entre os maiores desafios do novo prefeito estão a redução do deficit de vagas em creches, a construção de novos corredores de ônibus para melhorar o trânsito na cidade, a redução das filas de espera para marcar consultas e exames na rede de saúde, a construção de mais moradias, a reurbanização de favelas e o combate às enchentes.

A disputa

No segundo turno, Haddad recebeu o apoio de Gabriel Chalita (PMDB), o quarto candidato mais votado no primeiro turno (13,6% dos votos). Celso Russomanno (PRB), que teve 21,6% dos votos e ficou em terceiro lugar, optou pela neutralidade e decidiu não apoiar ninguém.

Já o vice na chapa de Russomanno, Luiz Flávio D´Urso, e seu partido, o PTB --do deputado Campos Machado-- se aliaram a Serra. O tucano teve também o apoio do PPS de Soninha Francine e, ainda, do deputado federal Paulinho da Força (PDT). O PDT nacional, contudo, que tem Brizola Neto no comando do Ministério do Trabalho, declarou apoio a Haddad.



Fonte:uol

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